
Em 2008, quando foi lançado para PSP, God of War: Chain of Olympus arrancou elogios e convenceu muita gente a comprar o portátil da Sony ao explorar eventos anteriores ao primeiro jogo da fraquia. Dois anos depois, com o fechamento da história principal em God of War III, o Santa Monica Studios resolve explorar novamente histórias não contadas da origem do Fantasma de Esparta. A justificativa para mais esse spin-off de God of War é uma história focada na infância de Kratos, com direito a flashbacks e parentes que você nem sabia que ele tinha.
Ghost of Sparta se passa entre God of War 1 e 2, onde somos apresentados aos fantasmas do passado de Kratos, que tenta se livrar de visões terríveis do passado e descobre que seu irmão dado como morto, Deimos, está mantido aprisionado pelos deuses. Isso é o suficiente para Kratos deixar o Olimpo de lado e partir em mais uma jornada. Novamente vemos Kratos resmungar com sua voz gutural aquele papo de “os deuses me enganaram!”, “os deuses vão pagar caro!”. A novidade na história são alguns detalhes do passado do protagonista, como seu relacionamento com o irmão e revelações mostrando que a ligação de Kratos com os deuses começou bem antes dele vender a alma a Ares. Isso inclui uma antiga profecia que previa o fim do Olimpo por uma criança marcada de Esparta. Motivo pelo qual Deimos foi levado pelos deuses quando jovem.

Aquele da direita não é o Avatar não, é Kratos.
O passeio pelas origens de Kratos inclui também participação de sua mãe, com (quase) revelações sobre o pai do guerreiro espartano, além de visita à famosa Esparta, terra-natal do protagonista. Mas nem por isso ele é unânimidade lá. Como a cidade era devota de Ares, antigo Deus da Guerra que foi assassinado por um “igual” à eles, Kratos não é muito querido por alguns conterrâneos.
Em termos de jogabilidade, GoS mantém a mesma fórmula de sempre: upgrade de habilidades, puzzles, combos brutais. Apenas adicionando novas habilidades à serem utilizadas, entre elas, destacam-se Arms of Spartas, que são escudo e lança de Esparta, à la 300, e Perdição de Thera, um fogo escarlate que envolve as espadas de Atena, deixando-as mais poderosas para destruir armaduras de inimigos e habilitar novas áreas a serem exploradas.

Rei Midas (aquele do toque de ouro) também dá as caras, e pelo visto Kratos tá a fim de uns investimentos
Apesar da campanha de Ghost of Sparta ter sido anunciada como 25% maior que a de Chain of Olympus, ainda assim é um jogo relativamente curto, o que vem á prolongar a experiência são os novos modos que você habilita ao encontrar tesouros no decorrer do jogo. São eles:
- Desafio dos Deuses: Uma série de desafios com regras pré-definidas, vai desde derrotar os inimigos sem levar dano até abrir uma quantidade de baús sem deixar ser morto.
- Arena de Combates: Modo em que você pode enfrentar os inimigos do jogo, definindo as condições de combate como tamanho da barra de life, quantidade de inimigos e local de combate.
- Templo de Zeus : Onde é possível desbloquear tesouros sacrificando os Orbs coletados. Inclusive incentivando ao jogador a voltar ao modo principal para coletar mais orbs.

Thannatos, o grande vilão da parada.
God of War: Ghost of Sparta não inova a franquia e nem tem essa pretensão, por se tratar de um jogo paralelo á série principal. Mas ainda assim continua divertindo com sua fórmula simples que tanto vêm sendo copiada pelos jogos de ação em terceira pessoa hoje em dia. O que torna ótima opção para o PSP nesse final de ano.

Fuck Yeah
Ramon Dantas